:: Informativo de Comércio Exterior - AEB / Junho/Julho 2010 Ano XI Nº 101

:: Informativo de Comércio Exterior - AEB /
Abril/Maio 2010 Ano X Nº 100

:: Informativo de Comércio Exterior - AEB / Março 2010 Ano XI Nº 99

:: O Estado de São Paulo
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:: Valor Econômico

Tributação é maior no aço brasileiro, diz estudo global
Ivo Ribeiro, de São Paulo
30/08/2010

A siderurgia brasileira vai mostrar ao governo, em números, o que diz ter alertado em palavras há muito tempo sobre o impacto dos tributos na competitividade do setor. Contratou há quatro meses um estudo de análise comparativa da carga tributária na cadeia do aço em seis países - Estados Unidos, Brasil, Alemanha, Turquia, Rússia e China. O resultado do trabalho que acaba de ser entregue pela Booz & Company aponta que o aço brasileiro está entre os mais competitivos do mundo quando se avalia apenas o custo direto de produção, mas perde força e fica em último lugar ao sofrer o peso da carga de tributos brasileira.
E a sobrecarga maior da tributação existente no país, identifica o estudo, concentra-se em quatro tipos de impostos bem conhecidos: o ICMS, aplicado sobre vendas, o IPI (sobre o processo de industrialização), o PIS e a Cofins (contribuições sociais). O percentual atinge o dobro e , em alguns casos, até o triplo, do montante cobrado nos demais países selecionados para a pesquisa realizada pela consultoria americana.
O levantamento encomendado pelo Instituto Aço Brasil (IABr), entidade que representa as siderúrgicas no país, considerou dois produtos que são referência na indústria siderúrgica mundial: bobina laminada a quente e vergalhões.
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Déficit externo cresce, mas ainda está sob controle
Editorial
26/08/2010

O déficit externo tem se deteriorado gradativamente, mas ainda está longe de ter o poder de detonar uma crise no balanço de pagamentos, como ocorreu no passado. O aumento do déficit em transações correntes está sendo impulsionado basicamente pela derrubada dos grandes saldos comerciais. A aquecida demanda doméstica, também estimulada pelo aumento dos gastos públicos, tem feito com que a velocidade do aumento das importações, em torno de 45% no primeiro semestre, seja o dobro do avanço das exportações. Com isso, estima-se que o saldo comercial possa encolher para US$ 13 bilhões em 2010, ou US$ 12,3 bilhões a menos que o resultado do ano passado.
Fatores externos colaboram adicionalmente para a piora das transações correntes. Os investimentos externos diretos diminuíram expressivamente pela difícil situação econômica em que se encontram grandes investidores como EUA, Espanha, Reino Unido, França e outros. Nos sete primeiros meses do ano, o IED líquido atingiu US$ 14,7 bilhões, um ritmo que tornará difícil a consecução da projeção de US$ 38 bilhões feita pelo Banco Central. Esses números podem mudar repentinamente, porém, desde que saia ainda este ano a gigantesca capitalização da Petrobras.
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Presença do Brasil no mundo
Márcio Pochmann
26/08/2010

Política externa mostra que o Brasil não aceita mais ser liderado e quer contribuir para uma nova fase do desenvolvimento mundial
A política externa dos últimos anos indica o quanto o Brasil não mais aceita ser liderado, desejando cada vez mais contribuir para uma nova fase do desenvolvimento mundial. Atualmente, por exemplo, o país, juntamente com Índia e China, tornou-se um dos principais responsáveis pelo movimento de recuperação econômica mundial, o que não se observava desde a Depressão de 1929.
Diante dos sinais de relativa decadência dos Estados Unidos, abre-se um novo cenário para o desenvolvimento multipolar, assim como ocorreu durante a longa depressão de 1873 a 1896, quando a antiga hegemonia inglesa começou a ceder lugar frente à relativa ascensão econômica da Alemanha e dos Estados Unidos, entre outros países. Somente com o encerramento das duas grandes guerras mundiais do século XX , o mundo capitalista se hierarquizou centrado nos Estados Unidos, uma vez que o bloco das economias centralmente planejadas orbitou em torno da União Soviética.
O fim da guerra fria, na sequência do desmoronamento das experiências de socialismo real, representado pela queda do muro de Berlim ao final da década de 1980, concedeu aos Estados Unidos uma condição de potência unipolar do mundo. Isso, porém, parece ter apresentado limites, conforme indicam as consequências atuais da crise global geradas pela queda figurada do muro de Wall Street, em 2008. Ademais dos Estados Unidos e da União Europeia, aparecem em perspectiva dois novos centros regionais na Ásia e no sul do continente americano.
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:: O Globo
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:: Jornal do Commércio
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:: Folha de São Paulo

Brasil vive desindustrialização
Luiz Carlos Bresser-Pereira
29/08/2010

No final dos anos 1940, a indústria representava 20% do PIB brasileiro, em 1985 chegou a 36%, em 2008 havia baixado para 16%! Não obstante, ainda existem economistas que negam que o país venha sofrendo desindustrialização.
Argumentam que a desindustrialização não seria apenas brasileira, mas de todos os países. Com o desenvolvimento econômico, a participação dos serviços sofisticados aumenta, e, em consequência, a participação da indústria de transformação cai.
Em 1970, a participação da indústria no PIB mundial era de 25%, em 2007 havia caído para 17%. Mas isto acontece aos países ricos que, a partir de certo ponto, passam a deslocar sua mão de obra da indústria para setores de serviços com valor adicionado per capita maior. Não é o caso do Brasil. Nossa desindustrialização é para produzir mais commodities.
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:: Correio Braziliense
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:: Estado de Minas
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:: Zero Hora
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:: Economia, finanças públicas e federalismo
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:: FUNCEX - Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior
- Boletim Funcex de Comércio Exterior

Publicação mensal. Analisa o desempenho recente da balança comercial brasileira e apresenta os índices de preço e quantum das exportações e de rentabiliadade das exportações além da taxa de câmbio efetiva real do país.
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:: IEDI - Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial

:: CNI - Confederação Nacional da Indústria
   Publicações e Pesquisas

:: Jornal do Senado
   Notícias diárias do Senado Federal

:: Jornal da Câmara
   Notícias diárias da Câmara dos Deputados

:: APEX-Brasil
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:: Centros Internacionais de Negócios -
 CIN/CNI

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:: Sistema Radar Comercial
Desenvolvido pela Secretaria de Comércio Exterior - SECEX, o Radar Comercial é um instrumento de consulta e análise de dados relativos ao comércio exterior, que tem como principal objetivo auxiliar na seleção de mercados e produtos que apresentam maior potencialidade para o incremento das exportações brasileiras.
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:: Ponto Focal de Barreiras
Técnicas às Exportações
Brazilian TBT/WTO Enquiry Point
Inmetro/CAINT
Serviços disponíveis ao exportador
- Alerta Exportador
- Denucie Barreiras Técnicas
- Perguntas mais freqüentes - FAQ
- Exigências Técnicas (País x Produtos)

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:: Balanço de Pagamentos, julho 2010
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:: Drawback para cultivo de produtos agrícolas ou criação ou captura de animais a serem exportados
A Portaria SECEX nº 15, de 13.8.2010, em seu art. 2º, revogou o inciso VII do art. 63 e a Subseção V da Seção II do Capítulo II da Portaria SECEX nº 10, de 24 de maio de 2010, arts. 104 a 107, considerando que o drawback suspensão integrado ampara a aquisição no mercado interno ou a importação de mercadorias para emprego em reparo, criação, cultivo ou atividade extrativista de produto a ser exportado, com as suspensões do II, IPI, PIS/Pasep, Cofins, PIS/Pasep-Importação e Cofins-Importação, como definido no art. 12 da Lei nº 11.945 de 2009.
Dessa forma, foi corrigido conflito entre o disposto na Lei, norma instituidora do mecanismo, e na Portaria Conjunta RFB/SECEX nº 467 de 2010, que “disciplina o regime especial de Drawback Integrado”, com os dispositivos das normas administrativas do drawback revogados, que restringiam a concessão do mecanismo a alguns produtos.
Assim, a aquisição no mercado interno ou à importação de mercadoria para emprego em reparo, criação, cultivo ou atividade extrativista de qualquer produto a ser exportado, atendida a legislação tributária pertinente, poderá ser efetuada com a suspensão do II, IPI, PIS/Pasep, Cofins, PIS/Pasep-Importação e Cofins-Importação, desde que o produto seja diretamente destinado ao exterior ou vendido diretamente a empresas comerciais exportadoras com fim específico de exportação para o exterior.
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:: Relatório de Gestão das Reservas Internacionais, junho 2010
O Banco Central publicou o segundo volume do Relatório de Gestão das Reservas Internacionais.
Em 31 de dezembro de 2009, as reservas internacionais do Brasil totalizavam um volume de US$239,05 bilhões, montante 15,6% maior que o de 31 de dezembro de 2008.
Esse incremento segue a política de aumentar a capacidade do país para enfrentar crises como a ocorrida em 2008. Em 2009, houve um movimento de diversificação nas reservas internacionais, com diminuição do volume alocado em dólar norte-americano e aumento do volume alocado em outras moedas, em função da política de distribuição por moedas próxima da composição cambial do passivo externo, reduzindo a exposição do país às flutuações das cotações.
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:: Relatório sobre o Comércio Mundial 2010 – OMC: Comércio de recursos naturais
O Relatório sobre o Comércio Mundial 2010 da Organização Mundial do Comércio – OMC, disponibilizado em 23 de julho, foca o comércio de recursos naturais, como combustíveis, silvicultura, mineração e pesca, examinando as características, as opções políticas disponíveis para os governos e o papel da cooperação internacional, particularmente da OMC, para a correta gestão do comércio neste setor.
Segundo a OMC, o comércio de recursos naturais cria muitos desafios, tanto para países importadores como exportadores, e os governos precisam cooperar mais intensamente para enfrentá-los de forma adequada.Em 2008, o valor total do comércio mundial de recursos naturais foi US$ 3,7 trilhões, cerca de 24% por cento do comércio mundial de mercadorias. Esse valor aumentou mais de seis vezes entre 1998 e 2008.Os 15 principais exportadores de recursos naturais — Rússia; Arábia Saudita; Canadá; Estados Unidos; Noruega; Austrália; Emirados Árabes; Irã; Alemanha; Reino Unido; Coveite; Venezuela; Argélia; Países Baixos; Nigéria — foram responsáveis por 52% do total dos recursos comercializados em 2008, enquanto os 15 maiores importadores — Estados Unidos; Japão; China; Alemanha; República da Coréia; França; Índia; Itália; Reino Unido; Espanha; Países Baixos; Bélgica; Cingapura; Taiwan; Canadá — receberam 71% dos recursos naturais negociados.
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    - Relatório sobre o comércio mundial 2010

:: Revisão das projeções para a balança comercial brasileira em 2010
Em dezembro de 2009, em contexto de volatilidade e instabilidade, decorrentes de resquícios da crise financeira e da incerteza que ainda imperavam no cenário econômico internacional, as projeções da AEB para a balança comercial brasileira em 2010 foram exportações de US$170,7 bilhões; importações de US$158,2 bilhões e superávit de US$12,2 bilhões.
Agora, não obstante as incertezas econômicas ainda vigentes nos países desenvolvidos, as projeções foram revistas, favoravelmente, prevendo-se exportações de US$189,5 bilhões e importações de US$174,4 bilhões, gerando superávit comercial de US$15,0 bilhões.
As cotações das commodities, que representam 70% das receitas da exportação, permanecem em patamar elevado, favorecendo a expansão das vendas externas, em que pese o Brasil manter-se dependente de cenário e demanda internacionais favoráveis.
Porém, a elevada dependência das commodities e a pequena participação de manufaturados na exportação tornam instável, e até mesmo insustentável, o mercado externo para o país, por sujeito a fatores alheios a seu controle e sobre os quais não tem poder de decisão.
Real valorizado; elevados custos internos; forte perda de share nas exportações para os Estados Unidos, nos últimos anos; ausência de acordos bilaterais; oscilações econômicas nos países desenvolvidos e manutenção da agressividade comercial da China têm contribuído para a contínua redução da participação dos manufaturados nas exportações brasileiras e, certamente, criarão dificuldades em tentativas futuras de recuperação do mercado externo para esses produtos.
    - Ver Revisão da balança comercial para 2010

:: Serviços
    Mercado brasileiro de software
    - panorama e tendências 2010

Segundo o estudo Mercado brasileiro de software - panorama e tendências 2010, desenvolvido para a ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software pela IDC (International Data Corporation), apesar das turbulências que marcaram a economia mundial a partir do último trimestre de 2008, o ano de 2009 foi relativamente estável para o setor de TI no Brasil, que mostrou um crescimento da ordem de 4%. Especificamente os setores de software e serviços cresceram 2,4 %, um pouco menos que o segmento de hardware. Entretanto, considerando-se que o mercado mundial de software e serviços apresentou um aumento discreto, da ordem de 0,89 % em 2009, o Brasil terminou o ano em uma situação de destaque neste cenário, especialmente quando se considera que parte do crescimento foi absorvido por um crescimento do valor médio do dólar utilizado em 2009, 8% acima de 2008. Considerando que o dólar voltou em 2010 a mesmo patamar anterior, em termos nominais o mercado brasileiro, apesar da crise, em moeda nacional cresceu mais de 10% no período.
Este panorama criou bases para que no ano de 2010 o Brasil apresente um mercado mais vigoroso ainda. As estimativas de crescimento do IDC são muito animadoras: o mercado total de TI deverá crescer 6,5%, com maior participação do setor de software e serviços, que juntos devem apresentar um crescimento de 8,5% este ano. O recuo da paridade cambial e o crescimento do PIB acima do patamar projetado para 2010, pode ainda trazer um acelerador a estas perspectivas apuradas ainda no primeiro trimestre do ano.
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:: Relatório Trimestral de Inflação
    Banco Central do Brasil - Jun/2010
O Banco Central divulgou Relatório Trimestral de Inflação, em que revê a projeção do crescimento do PIB em 2010 para 7,3%, ante 5,8% constante do Relatório de março de 2010.
Com relação à inflação, a previsão central do Copom associada ao cenário de referência indica inflação de 5,4% em 2010, 0,2 p.p. maior do que o valor projetado no Relatório de março de 2010. Nesse cenário, a projeção para a inflação acumulada em doze meses se posiciona acima do valor central da meta ao longo de todo o horizonte relevante de projeção.
As projeções desenvolveram-se em contexto internacional ainda incerto. Segundo o Relatório, a evolução recente da economia mundial se caracterizou pela distinção entre o ritmo de recuperação nos principais países desenvolvidas. O processo de retomada nessas economias ganha contornos mais sólidos no cenário de fortalecimento das respectivas demandas internas, evidenciado no crescimento dos gastos com consumo e investimentos e na recuperação do mercado de trabalho.
A projeção para o balanço de pagamentos mantém inalterado o déficit esperado em transações correntes, em US$49 bilhões, com o aumento do superávit comercial sendo compensado pela elevação do déficit nas contas de serviços e rendas. Os fluxos de investimentos diretos, tanto os de brasileiros no exterior quanto os de estrangeiros no País, foram reduzidos em virtude dos desdobramentos negativos da conjuntura internacional, em particular, a crise fiscal que atinge algumas economias da Europa.
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:: PIB Brasil
O IEDI - Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial publicou a Análise IEDI “PIB - Mais grave do que o "superaquecimento" é o desequilíbrio externo”, em 8 de junho, sobre os resultados do PIB brasileiro, divulgados pelo IBGE na mesma data.
Segundo o IEDI, alguns pontos devem ser destacados:
1º. foi confirmado o excelente desempenho da economia brasileira no 1º trimestre de 2009, com crescimento de 2,7% com relação ao último trimestre de 2009 e de 9,0% contra o 1º trimestre de 2009. Nos últimos trimestres, a atividade econômica caminhou em ritmo forte e, devido a isso, foi capaz de deixar para trás os efeitos negativos da crise internacional que atingiram o País. Os resultados não corroboram as análises que apontavam para um crescimento do PIB de até 12% no 1º trimestre de 2010 com relação ao mesmo trimestre de 2009, ou seja, eles relativizam o diagnóstico de “superaquecimento”.
Ainda, há indicadores que já mostram que, no 2º trimestre deste ano, a economia brasileira possivelmente não viverá o mesmo crescimento do 1º trimestre, o que quer dizer que o padrão de crescimento desse trimestre não deve servir para as projeções de evolução da economia brasileira para o ano de 2010 como um todo.
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    - Análise IEDI

:: MDIC revisa meta de exportações para US$ 180 bilhões
O secretário de Comércio Exterior MDIC, Welber Barral, anunciou a revisão para cima da meta das exportações para 2010. O valor subiu de US$ 168 bilhões para US$ 180 bilhões. De acordo com o secretário, o número poderia ser mais ambicioso, porém os técnicos do MDIC levaram em consideração a crise na Europa.
As exportações, no mês de maio, somaram US$ 17,702 bilhões e as importações US$ 14,259 bilhões, valores que resultaram num superávit de US$ 3,443 bilhões. Esse foi o maior saldo comercial registrado no ano de 2010.
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    - Balança Comercial Brasileira - Junho de 2010

:: Tragédia Grega na União Européia
    
Wagner de Medeiros, Consultor da AEB
    
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:: Estatísticas do comércio internacional – OMC
A Organização Mundial do Comércio divulgou os resultados preliminares do comércio internacional de mercadorias e serviços em 2009, no dia 26 de março, em nota à imprensa.
O comercio mundial de mercadorias apresentou queda de 12,2% em volume, em relação a 2008, a maior desde a 2ª Guerra Mundial, superando todos os prognósticos. O montante das exportações mundiais foi de US$ 12,15 trilhões, com redução de cerca de 23% em relação ao ano anterior, parte em razão da retração dos preços internacionais do petróleo e de outras commodities primárias.
As exportações de serviços comerciais diminuíram cerca de 13%, alcançando o montante de US$ 3,31 trilhões. Foi a primeira ocasião, desde 1983, que as exportações de serviços apresentaram queda em relação ao período anterior. Os serviços de transporte apresentaram a maior retração, em torno de 21%, refletindo a importante queda no volume de mercadorias transacionadas globalmente.
A China foi o maior exportador de mercadorias, detendo cerca de 10% do montante das vendas mundiais, com US$ 1,2 trilhões, ultrapassando a Alemanha, que ficou na 2ª posição, com 9% das transações internacionais.
Os Estados Unidos manteve-se como o principal importador de mercadorias, seguido pela China, que, também como comprador, ultrapassou a Alemanha.
No comércio mundial de serviços, os Estados Unidos manteve-se como principal exportador e importador.
As avaliações preliminares do comércio mundial de mercadorias e serviços comerciais estão disponíveis em WTO:
- 2010 Press Releases: Press/598

:: Logística no comércio internacional
O Banco Mundial publicou os resultados da pesquisa Connecting to compete 2010: Trade logistics in the global economy, em que avalia a qualidade da logística do comércio internacional, abrangendo 155 países, e apresenta o ranking do índice de desempenho em logística comercial, construído a partir de indicadores para seis fatores que influenciam a qualidade da logística: eficiência alfandegária, qualidade da infraestrutura de transporte, facilidade e custo de embarques, competência e qualidade da indústria logística local, capacidade de rastrear carregamentos e pontualidade.
O IEDI – Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial realizou uma síntese da pesquisa, na Carta IEDI n. 400 - A Importância da Logística no Comércio Internacional.
- Trade Logistics in the Global Economy

:: Câmbio, falácias, grande ilusão
Benedicto Fonseca Moreira
Presidente da AEB
O Brasil tem uma rica história de crises econômicas e seus efeitos maléficos no crescimento econômico, na geração de empregos e no controle da inflação. Essa experiência não é aproveitada como ensinamento, tendo cada governo, ao longo dos tempos, repetido os mesmos equívocos, com suas particularidades. Três merecem destaque: (1) a insistência no controle da inflação utilizando, preponderantemente, o controle da demanda; (2) a incapacidade de definir, organizar e implementar forte e permanente política de sustentação do crescimento da produção e maximização da oferta de bens e serviços, com produtividade crescente; e (3) a marginalização da política de comércio exterior.
Na política de comércio exterior, o histórico é de controles para corrigir a tendência de déficits comerciais e de permanentes e crescentes déficits na conta Serviços e Rendas. O resultado são saldos negativos em Transações Correntes, que se avolumaram ao longo dos anos.
Crises, dependência de poupança externa, moratórias, desvalorizações cambiais, renegociações de dívidas, etc. foram os resultados dos equívocos cometidos , e causados pelo despreparo, ausência de visão estratégica e fraqueza política dos governos.
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:: Empresa nacional exporta só 15% em alta-manufatura
Valor Econômico - 08/01/2010
Francisco Góes – Do Rio

A queda de espaço desse tipo de manufaturados alcança 10 pontos percentuais desde 2003
O peso das exportações de manufaturados de maior valor agregado encolheu para cerca de 25% da pauta brasileira de vendas ao exterior no ano passado, em estatística que retira da conta as commodities industriais. A queda de espaço desse tipo de manufaturados na pauta brasileira alcança 10 pontos percentuais desde 2003, segundo estudo e estimativa da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), com base em dados oficiais. O trabalho da AEB, contudo, separa da conta de manufaturados as commodities industriais, como açúcar refinado, suco de laranja, a maioria dos aços e etanol, entre outros produtos.
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» Estudo: Exportações por tipo de produto e empresas por origem do capital

:: Previsão da Balança Comercial 2010
A projeção da AEB para a Balança Comercial brasileira em 2010 continua impregnada de volatilidade e instabilidade, decorrentes de resquícios da crise financeira e da incerteza que ainda imperam no cenário econômico internacional, fatores com poder para alterar os dados apresentados.
O cenário atual é de acomodação da crise mundial gerada pelo subprime, com seus reflexos negativos ainda presentes e mais visíveis nos países desenvolvidos, motores do mundo econômico, podendo impactar as cotações das commodities, mercadorias cujas receitas representam cerca de 70% da pauta de exportação do Brasil, e sobre as quais não possuímos qualquer controle sobre seus preços ou quantidades a exportar.
    - Previsão da Balança Comercial para 2010

:: Apex-Brasil: Projeto Tradings do Brasil
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos trabalha para promover o produto brasileiro no mercado internacional. Para isso, várias estratégias são traçadas, em parceria com instituições privadas, buscando o aumento das exportações brasileiras.
Assim, surgiu a idéia de apoiar, não só empresas e entidades setoriais, mas também as comerciais exportadoras, que realizam a intermediação entre os produtores nacionais e os importadores externos, facilitando a colocação dos produtos brasileiros, principalmente de pequenas e médias empresas, no exterior.
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    - Diretório Tradings do Brasil - DTB

:: A realidade do comércio exterior
O Estado de São Paulo -10/02/2009
Benedicto Fonseca Moreira

Presidente da AEB
Superada a inadequada imposição de licença prévia na importação, seria recomendável o governo iniciar discussão sobre a reorganização do comércio exterior, tendo em vista: a importância do setor para a sustentação do desenvolvimento econômico e geração de emprego e como instrumento coadjuvante no combate à inflação, a adaptação à realidade do comércio mundial e a competição em ambiente de protecionismo não-tarifário em contexto de crise.
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:: A Vulnerabilidade Externa da Economia Brasileira
Benedicto Fonseca Moreira
Presidente da AEB
O presente texto não pretende teorizar em torno da vulnerabilidade, mas enfocá-la de maneira objetiva, de modo a servir de subsídio à reunião da Cúpula Empresarial, para discutir como “Usar a Crise como Oportunidade”.
A vulnerabilidade externa pode ser comercial ou operacional, o que não demandaria maiores preocupações, como também estrutural ou endêmica. De modo simples, pode ser definida como dificuldades, em diferentes graus, para atender obrigações de pagamentos externos. É medida nas contas externas, e visível no comportamento da tendência do balanço de pagamentos em transações correntes.
O Brasil conviveu com déficits em transações correntes entre 1947 e 2002, tendo alterado a situação entre 2003/2007, sustentada na demanda externa que resultou em crescentes exportações e elevados superávits comerciais, que somados ao importante ingresso de recursos externos, permitiram acumular adequado nível de reservas, criando a expectativa de superação da vulnerabilidade externa (Anexo I). Em 2008, houve retorno do déficit (Anexo II).
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:: Os portos e a confusão de objetivos
O Estado de São Paulo - 17/12/2008
Benedicto Fonseca Moreira
Presidente da AEB

É conhecida a nossa capacidade de perder tempo, energia e recursos com discussões em que o acessório prevalece sobre o principal. No passado, enquanto se discutia o aumento da tripulação nos navios mercantes brasileiros, no exterior se promovia a sua redução pela introdução de novas tecnologias e se ampliavam as frotas, tendo como resultado o crescimento da marinha mercante mundial, gerando mais empregos. A brasileira encolheu e foi sucateada, com perda de empregos, e a cabotagem irá pelo mesmo caminho se o governo não entender que merece tratamento particularizado, por sua importância no comércio e no abastecimento inter-regional e pela base de sustentação para o retorno à navegação de longo curso.
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:: CCR, mecanismo que viabiliza exportações
Gazeta Mercantil - 16/12/2008
José Augusto de Castro
Vice-Presidente da AEB

Na longínqua década de 1960, comércio exterior no Brasil era uma atividade restrita à exportação de mercadorias como café, açúcar, minério, etc., e à importação de petróleo, máquinas, automóveis, etc. - época em que os países da América do Sul estavam organizados sob o manto da antiga Associação Latino-Americana de Livre Comércio (Alalc), substituída pela atual Associação Latino-Americana de Integração.(Aladi).
Apesar do pequeno volume de comércio entre os países sul-americanos, a visão de longo prazo vigente naquela época proporcionou a criação em 1965 do Convênio de Créditos e Pagamentos Recíprocos (CCR), instrumento de política de comércio exterior que permitiu ampliar exportações e importações, promover desenvolvimento econômico regional e, principalmente, oferecer garantia de pagamento às exportações, mediante compensação quadrimestral realizada no Banco Central do Peru pelo banco central de cada país, envolvendo as exportações e importações de bens e serviços concretizados em cada período de quatro meses.
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:: Inserção Internacional Inteligente para evitar a Vulnerabilidade Externa
Benedicto Fonseca Moreira
Presidente da AEB
- Texto elaborado para o Fórum Especial “Como Ser o Melhor dos BRICs.”. Instituto Nacional de Altos Estudos - INAE. Rio de Janeiro. setembro de 2008.
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:: Política de comércio exterior: equívocos e tendência de déficits em transações correntes
Os déficits em Transações Correntes e a política de comércio exterior (Parte I)
Benedicto Fonseca Moreira
Presidente da AEB
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:: Dogmatização do câmbio e exportações
O Estado de São Paulo - 10/04/2008
Benedicto Fonseca Moreira
Presidente da AEB
O que causa maior prejuízo ao País: a dogmatização do câmbio, as greves dos auditores fiscais da Receita Federal do Brasil ou a manutenção das “barreiras internas” à produção e à exportação?
O câmbio depreciado prejudica a competitividade na exportação, mas beneficia a importação de bens essenciais, necessários ao crescimento econômico e ao reforço da oferta, com efeitos sobre a inflação. As greves, entretanto, prejudicam não apenas o comércio exterior, mas também a receita do governo, o emprego, os investimentos, a política de combate à inflação, a seriedade e a imagem do País no exterior.

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:: Simplificar a burocracia no comércio
O Estado de São Paulo - 06/02/2008
Benedicto Fonseca Moreira
Presidente da AEB
Em dezembro passado, o Conselho de Ministros da Câmara de Comércio Exterior baixou a Resolução nº 70, reafirmando a competência, de fato e de direito, da Câmara de Comércio Exterior (Camex) sobre matérias relevantes relacionadas ao comércio exterior, ainda que consistam em atos de outros órgãos federais, em especial propostas de projetos de lei de iniciativa do Poder Executivo, de decreto ou de portaria ministerial.
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:: A reabertura dos portos brasileiros
Benedicto Fonseca Moreira
Presidente da AEB
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