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Informativo de Comércio
Exterior - AEB / Junho/Julho 2010 Ano XI Nº 101
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Informativo de Comércio
Exterior - AEB /
Abril/Maio 2010 Ano X Nº 100
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Informativo de Comércio
Exterior - AEB / Março 2010 Ano XI Nº 99
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O
Estado de São Paulo
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:: Valor
Econômico
Tributação
é maior no aço brasileiro, diz estudo global
Ivo Ribeiro, de São Paulo
30/08/2010
A siderurgia brasileira vai mostrar ao governo, em números,
o que diz ter alertado em palavras há muito tempo sobre
o impacto dos tributos na competitividade do setor. Contratou
há quatro meses um estudo de análise comparativa
da carga tributária na cadeia do aço em seis países
- Estados Unidos, Brasil, Alemanha, Turquia, Rússia e China.
O resultado do trabalho que acaba de ser entregue pela Booz &
Company aponta que o aço brasileiro está entre os
mais competitivos do mundo quando se avalia apenas o custo direto
de produção, mas perde força e fica em último
lugar ao sofrer o peso da carga de tributos brasileira.
E a sobrecarga maior da tributação existente no
país, identifica o estudo, concentra-se em quatro tipos
de impostos bem conhecidos: o ICMS, aplicado sobre vendas, o IPI
(sobre o processo de industrialização), o PIS e
a Cofins (contribuições sociais). O percentual atinge
o dobro e , em alguns casos, até o triplo, do montante
cobrado nos demais países selecionados para a pesquisa
realizada pela consultoria americana.
O levantamento encomendado pelo Instituto Aço Brasil (IABr),
entidade que representa as siderúrgicas no país,
considerou dois produtos que são referência na indústria
siderúrgica mundial: bobina laminada a quente e vergalhões.
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Déficit
externo cresce, mas ainda está sob controle
Editorial
26/08/2010
O déficit externo tem se deteriorado gradativamente, mas
ainda está longe de ter o poder de detonar uma crise no
balanço de pagamentos, como ocorreu no passado. O aumento
do déficit em transações correntes está
sendo impulsionado basicamente pela derrubada dos grandes saldos
comerciais. A aquecida demanda doméstica, também
estimulada pelo aumento dos gastos públicos, tem feito
com que a velocidade do aumento das importações,
em torno de 45% no primeiro semestre, seja o dobro do avanço
das exportações. Com isso, estima-se que o saldo
comercial possa encolher para US$ 13 bilhões em 2010, ou
US$ 12,3 bilhões a menos que o resultado do ano passado.
Fatores externos colaboram adicionalmente para a piora das transações
correntes. Os investimentos externos diretos diminuíram
expressivamente pela difícil situação econômica
em que se encontram grandes investidores como EUA, Espanha, Reino
Unido, França e outros. Nos sete primeiros meses do ano,
o IED líquido atingiu US$ 14,7 bilhões, um ritmo
que tornará difícil a consecução da
projeção de US$ 38 bilhões feita pelo Banco
Central. Esses números podem mudar repentinamente, porém,
desde que saia ainda este ano a gigantesca capitalização
da Petrobras.
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Presença
do Brasil no mundo
Márcio Pochmann
26/08/2010
Política externa mostra que o Brasil não aceita
mais ser liderado e quer contribuir para uma nova fase do desenvolvimento
mundial
A política externa dos últimos anos indica o quanto
o Brasil não mais aceita ser liderado, desejando cada vez
mais contribuir para uma nova fase do desenvolvimento mundial.
Atualmente, por exemplo, o país, juntamente com Índia
e China, tornou-se um dos principais responsáveis pelo
movimento de recuperação econômica mundial,
o que não se observava desde a Depressão de 1929.
Diante dos sinais de relativa decadência dos Estados Unidos,
abre-se um novo cenário para o desenvolvimento multipolar,
assim como ocorreu durante a longa depressão de 1873 a
1896, quando a antiga hegemonia inglesa começou a ceder
lugar frente à relativa ascensão econômica
da Alemanha e dos Estados Unidos, entre outros países.
Somente com o encerramento das duas grandes guerras mundiais do
século XX , o mundo capitalista se hierarquizou centrado
nos Estados Unidos, uma vez que o bloco das economias centralmente
planejadas orbitou em torno da União Soviética.
O fim da guerra fria, na sequência do desmoronamento das
experiências de socialismo real, representado pela queda
do muro de Berlim ao final da década de 1980, concedeu
aos Estados Unidos uma condição de potência
unipolar do mundo. Isso, porém, parece ter apresentado
limites, conforme indicam as consequências atuais da crise
global geradas pela queda figurada do muro de Wall Street, em
2008. Ademais dos Estados Unidos e da União Europeia, aparecem
em perspectiva dois novos centros regionais na Ásia e no
sul do continente americano.
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:: O
Globo
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:: Jornal
do Commércio
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:: Folha
de São Paulo
Brasil
vive desindustrialização
Luiz Carlos Bresser-Pereira
29/08/2010
No final dos anos 1940, a indústria representava 20% do
PIB brasileiro, em 1985 chegou a 36%, em 2008 havia baixado para
16%! Não obstante, ainda existem economistas que negam
que o país venha sofrendo desindustrialização.
Argumentam que a desindustrialização não
seria apenas brasileira, mas de todos os países. Com o
desenvolvimento econômico, a participação
dos serviços sofisticados aumenta, e, em consequência,
a participação da indústria de transformação
cai.
Em 1970, a participação da indústria no PIB
mundial era de 25%, em 2007 havia caído para 17%. Mas isto
acontece aos países ricos que, a partir de certo ponto,
passam a deslocar sua mão de obra da indústria para
setores de serviços com valor adicionado per capita maior.
Não é o caso do Brasil. Nossa desindustrialização
é para produzir mais commodities.
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:: Correio
Braziliense
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Estado de Minas
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Zero Hora
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Economia, finanças públicas e federalismo
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FUNCEX
- Fundação Centro de Estudos do Comércio
Exterior
- Boletim Funcex de Comércio Exterior
Publicação
mensal. Analisa o desempenho recente da balança comercial
brasileira e apresenta os índices de preço e quantum
das exportações e de rentabiliadade das exportações
além da taxa de câmbio efetiva real do país.
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IEDI
- Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial
:: CNI - Confederação Nacional da Indústria
Publicações
e Pesquisas
::
Jornal
do Senado
Notícias
diárias do Senado Federal
::
Jornal
da Câmara
Notícias
diárias da Câmara dos Deputados
::
Centros
Internacionais de Negócios -
CIN/CNI
-
Rede
CIN
-
Rio
de Janeiro
-
São
Paulo
-
Minas
Gerais
-
Bahia
::
Sistema
Radar Comercial
Desenvolvido
pela Secretaria de Comércio Exterior - SECEX, o Radar
Comercial é um instrumento de consulta e análise
de dados relativos ao comércio exterior, que tem como
principal objetivo auxiliar na seleção de mercados
e produtos que apresentam maior potencialidade para o incremento
das exportações brasileiras.
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Ponto
Focal de Barreiras
Técnicas às Exportações
Brazilian TBT/WTO Enquiry Point
Inmetro/CAINT
Serviços disponíveis ao exportador
- Alerta Exportador
- Denucie Barreiras Técnicas
- Perguntas
mais freqüentes - FAQ
- Exigências Técnicas (País
x Produtos)
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Balanço
de Pagamentos, julho 2010
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Drawback
para cultivo de produtos agrícolas ou criação
ou captura de animais a serem exportados
A Portaria SECEX nº 15, de 13.8.2010, em seu art. 2º,
revogou o inciso VII do art. 63 e a Subseção V da
Seção II do Capítulo II da Portaria SECEX
nº 10, de 24 de maio de 2010, arts. 104 a 107, considerando
que o drawback suspensão integrado ampara a aquisição
no mercado interno ou a importação de mercadorias
para emprego em reparo, criação, cultivo ou atividade
extrativista de produto a ser exportado, com as suspensões
do II, IPI, PIS/Pasep, Cofins, PIS/Pasep-Importação
e Cofins-Importação, como definido no art. 12 da
Lei nº 11.945 de 2009.
Dessa forma, foi corrigido conflito entre o disposto na Lei, norma
instituidora do mecanismo, e na Portaria Conjunta RFB/SECEX nº
467 de 2010, que “disciplina o regime especial de Drawback
Integrado”, com os dispositivos das normas administrativas
do drawback revogados, que restringiam a concessão do mecanismo
a alguns produtos.
Assim, a aquisição no mercado interno ou à
importação de mercadoria para emprego em reparo,
criação, cultivo ou atividade extrativista de qualquer
produto a ser exportado, atendida a legislação tributária
pertinente, poderá ser efetuada com a suspensão
do II, IPI, PIS/Pasep, Cofins, PIS/Pasep-Importação
e Cofins-Importação, desde que o produto seja diretamente
destinado ao exterior ou vendido diretamente a empresas comerciais
exportadoras com fim específico de exportação
para o exterior.
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Relatório
de Gestão das Reservas Internacionais, junho 2010
O Banco Central publicou o segundo volume do Relatório
de Gestão das Reservas Internacionais.
Em 31 de dezembro de 2009, as reservas internacionais do Brasil
totalizavam um volume de US$239,05 bilhões, montante 15,6%
maior que o de 31 de dezembro de 2008.
Esse incremento segue a política de aumentar a capacidade
do país para enfrentar crises como a ocorrida em 2008.
Em 2009, houve um movimento de diversificação nas
reservas internacionais, com diminuição do volume
alocado em dólar norte-americano e aumento do volume alocado
em outras moedas, em função da política de
distribuição por moedas próxima da composição
cambial do passivo externo, reduzindo a exposição
do país às flutuações das cotações.
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Relatório
sobre o Comércio Mundial 2010 – OMC: Comércio
de recursos naturais
O Relatório sobre o Comércio Mundial 2010 da Organização
Mundial do Comércio – OMC, disponibilizado em 23
de julho, foca o comércio de recursos naturais, como combustíveis,
silvicultura, mineração e pesca, examinando as características,
as opções políticas disponíveis para
os governos e o papel da cooperação internacional,
particularmente da OMC, para a correta gestão do comércio
neste setor.
Segundo a OMC, o comércio de recursos naturais cria muitos
desafios, tanto para países importadores como exportadores,
e os governos precisam cooperar mais intensamente para enfrentá-los
de forma adequada.Em 2008, o valor total do comércio mundial
de recursos naturais foi US$ 3,7 trilhões, cerca de 24%
por cento do comércio mundial de mercadorias. Esse valor
aumentou mais de seis vezes entre 1998 e 2008.Os 15 principais
exportadores de recursos naturais — Rússia; Arábia
Saudita; Canadá; Estados Unidos; Noruega; Austrália;
Emirados Árabes; Irã; Alemanha; Reino Unido; Coveite;
Venezuela; Argélia; Países Baixos; Nigéria
— foram responsáveis por 52% do total dos recursos
comercializados em 2008, enquanto os 15 maiores importadores —
Estados Unidos; Japão; China; Alemanha; República
da Coréia; França; Índia; Itália;
Reino Unido; Espanha; Países Baixos; Bélgica; Cingapura;
Taiwan; Canadá — receberam 71% dos recursos naturais
negociados.
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- Relatório
sobre o comércio mundial 2010
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Revisão
das projeções para a balança comercial brasileira
em 2010
Em dezembro de 2009, em contexto de volatilidade e instabilidade,
decorrentes de resquícios da crise financeira e da incerteza
que ainda imperavam no cenário econômico internacional,
as projeções da AEB para a balança comercial
brasileira em 2010 foram exportações de US$170,7
bilhões; importações de US$158,2 bilhões
e superávit de US$12,2 bilhões.
Agora, não obstante as incertezas econômicas ainda
vigentes nos países desenvolvidos, as projeções
foram revistas, favoravelmente, prevendo-se exportações
de US$189,5 bilhões e importações de US$174,4
bilhões, gerando superávit comercial de US$15,0
bilhões.
As cotações das commodities, que representam 70%
das receitas da exportação, permanecem em patamar
elevado, favorecendo a expansão das vendas externas, em
que pese o Brasil manter-se dependente de cenário e demanda
internacionais favoráveis.
Porém, a elevada dependência das commodities e a
pequena participação de manufaturados na exportação
tornam instável, e até mesmo insustentável,
o mercado externo para o país, por sujeito a fatores alheios
a seu controle e sobre os quais não tem poder de decisão.
Real valorizado; elevados custos internos; forte perda de share
nas exportações para os Estados Unidos, nos últimos
anos; ausência de acordos bilaterais; oscilações
econômicas nos países desenvolvidos e manutenção
da agressividade comercial da China têm contribuído
para a contínua redução da participação
dos manufaturados nas exportações brasileiras e,
certamente, criarão dificuldades em tentativas futuras
de recuperação do mercado externo para esses produtos.
- Ver
Revisão da balança comercial para 2010
::
Serviços
Mercado brasileiro de software
-
panorama e tendências 2010
Segundo o estudo Mercado brasileiro de software - panorama e tendências
2010, desenvolvido para a ABES – Associação
Brasileira das Empresas de Software pela IDC (International Data
Corporation), apesar das turbulências que marcaram a economia
mundial a partir do último trimestre de 2008, o ano de
2009 foi relativamente estável para o setor de TI no Brasil,
que mostrou um crescimento da ordem de 4%. Especificamente os
setores de software e serviços cresceram 2,4 %, um pouco
menos que o segmento de hardware. Entretanto, considerando-se
que o mercado mundial de software e serviços apresentou
um aumento discreto, da ordem de 0,89 % em 2009, o Brasil terminou
o ano em uma situação de destaque neste cenário,
especialmente quando se considera que parte do crescimento foi
absorvido por um crescimento do valor médio do dólar
utilizado em 2009, 8% acima de 2008. Considerando que o dólar
voltou em 2010 a mesmo patamar anterior, em termos nominais o
mercado brasileiro, apesar da crise, em moeda nacional cresceu
mais de 10% no período.
Este panorama criou bases para que no ano de 2010 o Brasil apresente
um mercado mais vigoroso ainda. As estimativas de crescimento
do IDC são muito animadoras: o mercado total de TI deverá
crescer 6,5%, com maior participação do setor de
software e serviços, que juntos devem apresentar um crescimento
de 8,5% este ano. O recuo da paridade cambial e o crescimento
do PIB acima do patamar projetado para 2010, pode ainda trazer
um acelerador a estas perspectivas apuradas ainda no primeiro
trimestre do ano.
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Relatório
Trimestral de Inflação
Banco Central do Brasil - Jun/2010
O Banco Central divulgou Relatório Trimestral de Inflação,
em que revê a projeção do crescimento do PIB
em 2010 para 7,3%, ante 5,8% constante do Relatório de
março de 2010.
Com relação à inflação, a previsão
central do Copom associada ao cenário de referência
indica inflação de 5,4% em 2010, 0,2 p.p. maior
do que o valor projetado no Relatório de março de
2010. Nesse cenário, a projeção para a inflação
acumulada em doze meses se posiciona acima do valor central da
meta ao longo de todo o horizonte relevante de projeção.
As projeções desenvolveram-se em contexto internacional
ainda incerto. Segundo o Relatório, a evolução
recente da economia mundial se caracterizou pela distinção
entre o ritmo de recuperação nos principais países
desenvolvidas. O processo de retomada nessas economias ganha contornos
mais sólidos no cenário de fortalecimento das respectivas
demandas internas, evidenciado no crescimento dos gastos com consumo
e investimentos e na recuperação do mercado de trabalho.
A projeção para o balanço de pagamentos mantém
inalterado o déficit esperado em transações
correntes, em US$49 bilhões, com o aumento do superávit
comercial sendo compensado pela elevação do déficit
nas contas de serviços e rendas. Os fluxos de investimentos
diretos, tanto os de brasileiros no exterior quanto os de estrangeiros
no País, foram reduzidos em virtude dos desdobramentos
negativos da conjuntura internacional, em particular, a crise
fiscal que atinge algumas economias da Europa.
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::
PIB
Brasil
O IEDI - Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial
publicou a Análise IEDI “PIB - Mais grave do que
o "superaquecimento" é o desequilíbrio
externo”, em 8 de junho, sobre os resultados do PIB brasileiro,
divulgados pelo IBGE na mesma data.
Segundo o IEDI, alguns pontos devem ser destacados:
1º. foi confirmado o excelente desempenho da economia brasileira
no 1º trimestre de 2009, com crescimento de 2,7% com relação
ao último trimestre de 2009 e de 9,0% contra o 1º
trimestre de 2009. Nos últimos trimestres, a atividade
econômica caminhou em ritmo forte e, devido a isso, foi
capaz de deixar para trás os efeitos negativos da crise
internacional que atingiram o País. Os resultados não
corroboram as análises que apontavam para um crescimento
do PIB de até 12% no 1º trimestre de 2010 com relação
ao mesmo trimestre de 2009, ou seja, eles relativizam o diagnóstico
de “superaquecimento”.
Ainda, há indicadores que já mostram que, no 2º
trimestre deste ano, a economia brasileira possivelmente não
viverá o mesmo crescimento do 1º trimestre, o que
quer dizer que o padrão de crescimento desse trimestre
não deve servir para as projeções de evolução
da economia brasileira para o ano de 2010 como um todo.
- Veja
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- Análise
IEDI
::
MDIC
revisa meta de exportações para US$ 180 bilhões
O secretário de Comércio Exterior MDIC, Welber Barral,
anunciou a revisão para cima da meta das exportações
para 2010. O valor subiu de US$ 168 bilhões para US$ 180
bilhões. De acordo com o secretário, o número
poderia ser mais ambicioso, porém os técnicos do
MDIC levaram em consideração a crise na Europa.
As exportações, no mês de maio, somaram US$
17,702 bilhões e as importações US$ 14,259
bilhões, valores que resultaram num superávit de
US$ 3,443 bilhões. Esse foi o maior saldo comercial registrado
no ano de 2010.
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- Balança
Comercial Brasileira - Junho de 2010
::
Tragédia
Grega na União Européia
Wagner
de Medeiros, Consultor da AEB
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Estatísticas
do comércio internacional – OMC
A Organização Mundial do Comércio divulgou
os resultados preliminares do comércio internacional de
mercadorias e serviços em 2009, no dia 26 de março,
em nota à imprensa.
O comercio mundial de mercadorias apresentou queda de 12,2% em
volume, em relação a 2008, a maior desde a 2ª
Guerra Mundial, superando todos os prognósticos. O montante
das exportações mundiais foi de US$ 12,15 trilhões,
com redução de cerca de 23% em relação
ao ano anterior, parte em razão da retração
dos preços internacionais do petróleo e de outras
commodities primárias.
As exportações de serviços comerciais diminuíram
cerca de 13%, alcançando o montante de US$ 3,31 trilhões.
Foi a primeira ocasião, desde 1983, que as exportações
de serviços apresentaram queda em relação
ao período anterior. Os serviços de transporte apresentaram
a maior retração, em torno de 21%, refletindo a
importante queda no volume de mercadorias transacionadas globalmente.
A China foi o maior exportador de mercadorias, detendo cerca de
10% do montante das vendas mundiais, com US$ 1,2 trilhões,
ultrapassando a Alemanha, que ficou na 2ª posição,
com 9% das transações internacionais.
Os Estados Unidos manteve-se como o principal importador de mercadorias,
seguido pela China, que, também como comprador, ultrapassou
a Alemanha.
No comércio mundial de serviços, os Estados Unidos
manteve-se como principal exportador e importador.
As avaliações preliminares do comércio mundial
de mercadorias e serviços comerciais estão disponíveis
em WTO:
- 2010
Press Releases: Press/598
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Logística
no comércio internacional
O Banco Mundial publicou os resultados da pesquisa Connecting
to compete 2010: Trade logistics in the global economy, em
que avalia a qualidade da logística do comércio
internacional, abrangendo 155 países, e apresenta o ranking
do índice de desempenho em logística comercial,
construído a partir de indicadores para seis fatores que
influenciam a qualidade da logística: eficiência
alfandegária, qualidade da infraestrutura de transporte,
facilidade e custo de embarques, competência e qualidade
da indústria logística local, capacidade de rastrear
carregamentos e pontualidade.
O IEDI – Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial
realizou uma síntese da pesquisa, na Carta IEDI n. 400
- A Importância da Logística no Comércio Internacional.
- Trade
Logistics in the Global Economy
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Câmbio,
falácias, grande ilusão
Benedicto
Fonseca Moreira
Presidente
da AEB
O Brasil tem uma rica história de crises econômicas
e seus efeitos maléficos no crescimento econômico,
na geração de empregos e no controle da inflação.
Essa experiência não é aproveitada como ensinamento,
tendo cada governo, ao longo dos tempos, repetido os mesmos equívocos,
com suas particularidades. Três merecem destaque: (1) a
insistência no controle da inflação utilizando,
preponderantemente, o controle da demanda; (2) a incapacidade
de definir, organizar e implementar forte e permanente política
de sustentação do crescimento da produção
e maximização da oferta de bens e serviços,
com produtividade crescente; e (3) a marginalização
da política de comércio exterior.
Na política de comércio exterior, o histórico
é de controles para corrigir a tendência de déficits
comerciais e de permanentes e crescentes déficits na conta
Serviços e Rendas. O resultado são saldos negativos
em Transações Correntes, que se avolumaram ao longo
dos anos.
Crises, dependência de poupança externa, moratórias,
desvalorizações cambiais, renegociações
de dívidas, etc. foram os resultados dos equívocos
cometidos , e causados pelo despreparo, ausência de visão
estratégica e fraqueza política dos governos.
- Ver Artigo
::
Empresa
nacional exporta só 15% em alta-manufatura
Valor
Econômico - 08/01/2010
Francisco Góes
– Do Rio
A queda de espaço desse tipo de manufaturados alcança
10 pontos percentuais desde 2003
O peso das exportações de manufaturados de maior
valor agregado encolheu para cerca de 25% da pauta brasileira
de vendas ao exterior no ano passado, em estatística que
retira da conta as commodities industriais. A queda de espaço
desse tipo de manufaturados na pauta brasileira alcança
10 pontos percentuais desde 2003, segundo estudo e estimativa
da Associação de Comércio Exterior do Brasil
(AEB), com base em dados oficiais. O trabalho da AEB, contudo,
separa da conta de manufaturados as commodities industriais, como
açúcar refinado, suco de laranja, a maioria dos
aços e etanol, entre outros produtos.
-
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»
Estudo:
Exportações por tipo de produto e empresas por origem
do capital
::
Previsão
da Balança Comercial 2010
A projeção da AEB para a Balança Comercial
brasileira em 2010 continua impregnada de volatilidade e instabilidade,
decorrentes de resquícios da crise financeira e da incerteza
que ainda imperam no cenário econômico internacional,
fatores com poder para alterar os dados apresentados.
O cenário atual é de acomodação da
crise mundial gerada pelo subprime, com seus reflexos negativos
ainda presentes e mais visíveis nos países desenvolvidos,
motores do mundo econômico, podendo impactar as cotações
das commodities, mercadorias cujas receitas representam cerca
de 70% da pauta de exportação do Brasil, e sobre
as quais não possuímos qualquer controle sobre seus
preços ou quantidades a exportar.
-
Previsão da Balança Comercial para 2010
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Apex-Brasil:
Projeto Tradings do Brasil
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações
e Investimentos trabalha para promover o produto brasileiro no
mercado internacional. Para isso, várias estratégias
são traçadas, em parceria com instituições
privadas, buscando o aumento das exportações brasileiras.
Assim, surgiu a idéia de apoiar, não só empresas
e entidades setoriais, mas também as comerciais exportadoras,
que realizam a intermediação entre os produtores
nacionais e os importadores externos, facilitando a colocação
dos produtos brasileiros, principalmente de pequenas e médias
empresas, no exterior.
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Diretório Tradings do Brasil - DTB
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A realidade do comércio exterior
O Estado de São Paulo -10/02/2009
Benedicto Fonseca Moreira
Presidente
da AEB
Superada a inadequada imposição de licença prévia na importação,
seria recomendável o governo iniciar discussão sobre a reorganização
do comércio exterior, tendo em vista: a importância do setor
para a sustentação do desenvolvimento econômico e geração de
emprego e como instrumento coadjuvante no combate à inflação,
a adaptação à realidade do comércio mundial e a competição em
ambiente de protecionismo não-tarifário em contexto de crise.
-
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::
A
Vulnerabilidade Externa da Economia Brasileira
Benedicto
Fonseca Moreira
Presidente
da AEB
O presente texto não pretende teorizar em torno da vulnerabilidade,
mas enfocá-la de maneira objetiva, de modo a servir de
subsídio à reunião da Cúpula Empresarial,
para discutir como “Usar a Crise como Oportunidade”.
A vulnerabilidade externa pode ser comercial ou operacional,
o que não demandaria maiores preocupações,
como também estrutural ou endêmica. De modo simples,
pode ser definida como dificuldades, em diferentes graus, para
atender obrigações de pagamentos externos. É
medida nas contas externas, e visível no comportamento
da tendência do balanço de pagamentos em transações
correntes.
O Brasil conviveu com déficits em transações
correntes entre 1947 e 2002, tendo alterado a situação
entre 2003/2007, sustentada na demanda externa que resultou
em crescentes exportações e elevados superávits
comerciais, que somados ao importante ingresso de recursos externos,
permitiram acumular adequado nível de reservas, criando
a expectativa de superação da vulnerabilidade
externa (Anexo I). Em 2008, houve retorno do déficit
(Anexo II).
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::
Os
portos e a confusão de objetivos
O
Estado de São Paulo - 17/12/2008
Benedicto
Fonseca Moreira
Presidente
da AEB
É conhecida a nossa capacidade de perder tempo, energia
e recursos com discussões em que o acessório prevalece
sobre o principal. No passado, enquanto se discutia o aumento
da tripulação nos navios mercantes brasileiros,
no exterior se promovia a sua redução pela introdução
de novas tecnologias e se ampliavam as frotas, tendo como resultado
o crescimento da marinha mercante mundial, gerando mais empregos.
A brasileira encolheu e foi sucateada, com perda de empregos,
e a cabotagem irá pelo mesmo caminho se o governo não
entender que merece tratamento particularizado, por sua importância
no comércio e no abastecimento inter-regional e pela
base de sustentação para o retorno à navegação
de longo curso.
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CCR,
mecanismo que viabiliza exportações
Gazeta
Mercantil - 16/12/2008
José
Augusto de Castro
Vice-Presidente
da AEB
Na longínqua década de 1960, comércio exterior
no Brasil era uma atividade restrita à exportação
de mercadorias como café, açúcar, minério,
etc., e à importação de petróleo,
máquinas, automóveis, etc. - época em que
os países da América do Sul estavam organizados
sob o manto da antiga Associação Latino-Americana
de Livre Comércio (Alalc), substituída pela atual
Associação Latino-Americana de Integração.(Aladi).
Apesar do pequeno volume de comércio entre os países
sul-americanos, a visão de longo prazo vigente naquela
época proporcionou a criação em 1965 do
Convênio de Créditos e Pagamentos Recíprocos
(CCR), instrumento de política de comércio exterior
que permitiu ampliar exportações e importações,
promover desenvolvimento econômico regional e, principalmente,
oferecer garantia de pagamento às exportações,
mediante compensação quadrimestral realizada no
Banco Central do Peru pelo banco central de cada país,
envolvendo as exportações e importações
de bens e serviços concretizados em cada período
de quatro meses.
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Inserção
Internacional Inteligente para evitar a Vulnerabilidade Externa
Benedicto
Fonseca Moreira
Presidente
da AEB
- Texto elaborado para o Fórum Especial “Como Ser
o Melhor dos BRICs.”. Instituto Nacional de Altos Estudos
- INAE. Rio de Janeiro. setembro de 2008.
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::
Política de comércio exterior: equívocos
e tendência de déficits em transações
correntes
Os déficits em Transações
Correntes e a política de comércio exterior (Parte
I)
Benedicto
Fonseca Moreira
Presidente
da AEB
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Dogmatização
do câmbio e exportações
O
Estado de São Paulo - 10/04/2008
Benedicto
Fonseca Moreira
Presidente
da AEB
O
que causa maior prejuízo ao País: a dogmatização
do câmbio, as greves dos auditores fiscais da Receita
Federal do Brasil ou a manutenção das “barreiras
internas” à produção e à exportação?
O câmbio depreciado prejudica a competitividade na exportação,
mas beneficia a importação de bens essenciais,
necessários ao crescimento econômico e ao reforço
da oferta, com efeitos sobre a inflação. As greves,
entretanto, prejudicam não apenas o comércio exterior,
mas também a receita do governo, o emprego, os investimentos,
a política de combate à inflação,
a seriedade e a imagem do País no exterior.
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Simplificar
a burocracia no comércio
O
Estado de São Paulo - 06/02/2008
Benedicto
Fonseca Moreira
Presidente
da AEB
Em
dezembro passado, o Conselho de Ministros da Câmara de
Comércio Exterior baixou a Resolução nº
70, reafirmando a competência, de fato e de direito, da
Câmara de Comércio Exterior (Camex) sobre matérias
relevantes relacionadas ao comércio exterior, ainda que
consistam em atos de outros órgãos federais, em
especial propostas de projetos de lei de iniciativa do Poder
Executivo, de decreto ou de portaria ministerial.
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A reabertura dos portos brasileiros
Benedicto
Fonseca Moreira
Presidente
da AEB
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