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31/07/2017 - Comex do Brasil
Argentina deve superar EUA como maior mercado para bens manufaturados brasileiros, diz AEB

 As exportações brasileiras de produtos manufaturados para a Argentina deverão totalizar entre US$ 14 bilhões e US$ 15 bilhões e se esse resultado se concretizar o país vizinho vai superar os Estados Unidos e voltará a ser o principal mercado para os bens industrializados brasileiros. A projeção foi feita pelo presidente aAssociação de Comércio Exterior do Brasil (AEB)José Augusto de Castro. De janeiro a junho, os embarques de produtos manufaturados para a Argentina tiveram uma alta de 25,2% comparativamente com igual período de 2016 e totalizaram US$ 7,64 bilhões, com uma participação de 92% no volume total vendido ao país vizinho. As exportações para os Estados Unidos nesse mesmo período somaram US$ 7,23 bilhões, com um aumento de 9,7%. A cifra correspondeu a 56% do total exportado para o mercado americano. Para o presidente da AEB, “este ano a Argentina deverá recuperar a posição perdida em 2014, quando foi ultrapassada pelos Estados Unidos, que se transformaram no maior importadores de bens industrializados brasileiros. Na verdade, nos últimos anos a Argentina sempre ocupou essa posição. Em 2011, por exemplo, 95% de todo o volume embarcado pelo Brasil para a Argentina, envolveram produtos manufaturados e essas exportações geraram a cifra recorde de US$ 20,411 bilhões”. Segundo José Augusto de Castro, “a exportação de bens de maior valor agregado pelo Brasil para a Argentina  coincidiu com o ano em que as commodities, item principal da pauta exportadora argentina, atingiram as cotações mais elevadas. Ao vender produtos básicos a preços elevados, a Argentina aumentou consideravelmente a importação de produtos manufaturados brasileiros. Em 2015 essas importações caíram para US$ 11,889 bilhões e ano passado subiram um pouco, para US$ 12,544 bilhões”. De janeiro a junho deste ano, o Brasil exportou para a Argentina mercadorias no valor total de US$ 8,30 bilhões, com uma alta de 27,12% em comparação com o mesmo período de 2016. Em contrapartida, as exportações argentinas cresceram num ritmo mais moderado, de apenas 8,83% e totalizaram US$ 4,598 bilhões. Com isso, em apenas seis meses o Brasil já acumula um superávit de US$ 3,703 bilhões no intercâmbio com o país vizinho. Em todo o ano passado o saldo foi de pouco mais de US$ 4,333 bilhões. Mantido esse ritmo, apenas a China deverá proporcionar ao Brasil um superávit maior que aquele que certamente será obtido através das trocas com a Argentina. Na opinião de José Augusto de Castro, “este ano o saldo com a Argentina cresceu cerca de 60% comparativamente com o primeiro semestre do ano passado e sempre que esse saldo aumenta o Brasil cria problemas para a Argentina. Essa é uma realidade da qual eles reclamam bastante e certamente levarão o assunto ao debate no contexto da reunião de cúpula do Mercosul que será realizada esta semana na cidade de Mendoza”.


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