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03/01/2018 - Valor Econômico
China e Argentina garantem 60% da alta no saldo comercial

 As vendas para Argentina e China foram responsáveis por US$ 11 bilhões dos US$ 18,7 bilhões de superávit adicional na balança comercial no período janeiro-novembro de 2017 na comparação com igual período do ano anterior. Ou seja, quase 60% do acréscimo nas vendas foi destinado a esses dois mercados.No ano passado, o superávit da balança somou US$ 62 bilhões, quase US$ 20 bilhões a mais que os US$ 43,3 bilhões nos mesmos 11 meses de 2016. Nessa comparação, o saldo positivo com a China avançou de US$ 11,4 bilhões para US$ 19 bilhões, e o resultado com a Argentina subiu de US$ 4 bilhões para US$ 7,4 bilhões.O ganho em relação ao mercado argentino se deu principalmente por conta do embarque de automóveis, que avançou 46,8% no período. Os argentinos compraram cerca de 70% dos veículos vendidos pelo Brasil ao exterior. Com a China, principal parceira comercial do Brasil, o saldo positivo maior foi gerado basicamente pelas commodities, como minério de ferro, petróleo e soja, que tiveram recuperação de preços em 2017.No caso desses dois parceiros comerciais, o superávit avançou porque o valor exportado cresceu em ritmo muito maior que o das importações. Os Estados Unidos continuam sendo o segundo principal destino da exportação brasileira, mas o nível relativamente mais alto das importações de produtos americanos torna o saldo muito menor. O superávit em 2017, até novembro, na balança com os EUA chegou a US$ 1,75 bilhão, com mudança de sinal do déficit de US$ 787 milhões em igual período do ano passado.Em 2018, o cenário deve mudar, diz José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). A China e a Argentina, afirma, seguirão como importantes parceiros do Brasil e irão gerar resultados positivos para a balança comercial como um todo. Com a retomada da demanda doméstica, porém, o ritmo das importações deve se acelerar e ficar mais forte que o das exportações.Com isso, o superávit neste ano deve ficar em US$ 50,34bilhões, abaixo dos US$ 65,5 bilhões projetados para 2017. A AEB estima que as importações irão avançar 11,7% em 2018, e as exportações, apenas 1,1%.Em 2018, diz Castro, os preços não devem impulsionar mais o valor embarcado de commodities. Ele projeta alta de 5,25% no minério de ferro. Para o petróleo, aumento de volume, mas com queda de preço, o que tornará os embarques do produto praticamente estáveis em valor. A exportação de soja deverá recuar 9,5% por conta principalmente da quebra de safra prevista para o grão neste ano.Lia Valls, coordenadora de estudos de comércio exterior do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV), destaca que não foram somente os preços que impulsionaram os básicos em 2017. De janeiro a novembro, o quantum embarcado pelo Brasil em produtos agropecuários subiu 25% e o de produtos extrativos, 26%, segundo os dados do Ibre.Para 2018, diz Lia, é possível que haja aumento de exportações, mas não no mesmo nível que em 2017. "É preciso lembrar que as comparações em 2017 o partiram de uma base baixa de comparação. Os preços de commodities, como de minério de ferro, não devem aumentar tanto, porque já tiveram uma forte recuperação. Em 2018, ainda deveremos ter superávit, mas será menor, porque a retomada do mercado interno deve elevar as importações."Para os argentinos, acredita Castro, a exportação de automóveis deve aumentar novamente em 2018, mas em ritmo bem menor, em razão de uma base de comparação mais alta. Ele calcula que o embarque de automóveis suba 12,1%. Os veículos de carga devem avançar 7,2%. Os dois itens, explica Castro, devem ser favorecidos pelo crescimento da economia argentina. Com a recuperação, o país vizinho voltou a ser o maior importador de manufaturados brasileiros, posição perdida para os EUA há pelo menos dois anos.Lia também acredita que os automóveis devem manter embarques crescentes, mas em nível bem menor do que o de 2017. A recuperação da economia argentina deve contribuir para isso, embora o avanço também seja resultado dos acordos comerciais assinados com outros países da América do Sul. O aquecimento da economia doméstica, porém, afirma a economista, pode fazer com que as montadoras redirecionem parte da produção de exportação para o mercado interno. "O câmbio deverá ser a variável para isso."Para Castro, a reação argentina já fez diferença importante para as exportações brasileiras. Os automóveis, avalia, devem fechar 2017 como o quinto produto mais exportado pelo Brasil, em valores. Em 2016, foi o nono colocado. Nos dois anos anteriores não havia aparecido no ranking dos dez mais embarcados.


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