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05/12/2017 - Estado de S. Paulo
Perdendo mercados

 O superávit comercial de US$ 62,0 bilhões nos 11 primeiros meses do ano, o maior de toda a história para o período e obtido mesmo com o aumento das importações, não deixa dúvidas quanto ao dinamismo do setor exportador brasileiro, sobretudo o de produtos agropecuários e seus derivados. A despeito dos resultados animadores que sua balança comercial vem registrando, porém, o Brasil perde espaço no comércio mundial e é considerado um dos países mais fechados do mundo. É a consequência de decisões de inspiração ideológica dos governos lulopetistas, que produziram efeitos danosos para o comércio exterior e para a estrutura produtiva do País. Para ganhar espaço no comércio mundial, era necessário que a competitividade do produto brasileiro avançasse mais do que a de seus concorrentes, mas políticas dos governos do PT para o setor produtivo produziram o efeito contrário, sobretudo na desastrosa gestão de Dilma Rousseff. Entre 2011 e 2016, a participação do Brasil nas exportações e importações globais caiu de 1,4% para 1,1%, como mostrou reportagem do Estado. Em 2013, o Brasil ainda ocupava a 22.ª posição entre os maiores exportadores do mundo, mas caiu para a 26.ª no ano passado, segundo a Organização Mundial do Comércio (OMC). Ao contrário de outros países em desenvolvimento, inclusive muitos latino-americanos, que buscaram acesso facilitado a seus principais mercados por meio de acordos bilaterais, o Brasil sob a gestão lulopetista concentrou suas ações de comércio internacional na busca de acordos globais. Nem o fracasso das tentativas de concretização de nova rodada mundial de abertura comercial sob a coordenação da OMC foi suficiente para os governos do PT mudarem sua visão tacanha, que os impedia de ver as oportunidades de que outros países se valiam para ampliar seus mercados. Sem concluir acordos internacionais que estimulassem as exportações para os maiores mercados, o Brasil passou a perder espaço no comércio mundial. Os bons resultados da balança vêm sendo obtidos graças à alta competitividade de produtos do agronegócio e à cotação desses produtos. Mas o fato de a economia ainda ser muito fechada – característica que o recente aumento das importações não é suficiente para alterar – impõe custos ao País. A participação das importações no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro é menos de um terço da registrada no México, por exemplo. Isso afeta a capacidade de exportar, pois, como disse ao Estado a economista Lia Valls, da Fundação Getúlio Vargas, “só exporta bem quem consegue importar sem tantas barreiras”. O fato de não estar mais integrado ao comércio mundial igualmente provoca perdas para o País, pois desestimula a inovação, fator essencial para uma economia obter ganhos de produtividade e de competitividade. Ao contrário de estimular a modernização por meio de investimentos em tecnologia de produção e em desenvolvimento de produtos para a conquista de mercados, sobretudo no exterior, as políticas públicas das administrações petistas privilegiaram a produção para o mercado interno. Benefícios fiscais distribuídos para grupos ou setores escolhidos pelo governo, bem como medidas de proteção da produção doméstica, tornaram ainda mais distorcivas as ações do governo voltadas para o setor industrial. Deficiências históricas da infraestrutura de transportes e logística não foram enfrentadas. Muitas se tornaram mais graves em razão da incompetência técnica e administrativa das gestões petistas, somada à corrupção que a Lava Jato vem trazendo a público. Faz bem o governo brasileiro ao combater na OMC barreiras que parceiros comerciais impõem aos produtos nacionais, mas, como observou o presidente da Associação do Comércio Exterior do Brasil (AEB)José Augusto de Castro, “hoje os maiores entraves são internos”. É preciso começar a removê-los para que, em futuro próximo, as exportações brasileiras alcancem mais mercados.


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