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13/06/2011
por MDIC - Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

Brasília – Nos cinco dias úteis da segunda semana de junho (de 6 a 12), a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,063 bilhão, com média diária de US$ 212,6 milhões. O número é resultado da diferença das exportações de US$ 5,377 bilhões (média diária de US$ 1,075 bilhão) e das importações de US$ 4,314 bilhões (média diária de US$ 862,8 milhões) realizadas no período. A corrente de comércio, soma das duas operações, foi de US$ 9,691 bilhões (média diária de US$ 1,938 bilhão).
Nas duas semanas do mês, com oito dias úteis, o superávit foi de US$ 1,959 bilhão (média diária de US$ 244,9 milhões). Comparando pela média diária, o número é maior que o de maio deste ano (52,7%) e o de junho de 2010 (126,8%). A corrente de comércio desse período – US$ 15,519 bilhões (média diária de US$ 1,939 bilhão) - aumentou (27,6%) quando comparada com junho do ano passado e ficou praticamente igual à verificada em maio último (-0,5%).

Exportação e importação
Também pelo resultado médio diário, as exportações de US$ 8,739 bilhões (média diária de US$ 1,092 bilhão) cresceram 3,5% sobre maio deste ano e 34,2% sobre junho de 2010. Comparando as duas primeiras semanas de junho com maio de 2011, cresceram as vendas de produtos semimanufaturados (20,6%) e manufaturados (7%), enquanto diminuíram vendas de básicos (-2,3%).
Em relação a junho de 2010, aumentaram as vendas de básicos (48%), principalmente, café em grão, petróleo em bruto, soja em grão, minério de ferro, farelo de soja, fumo em folhas e carne de frango e suína; semimanufaturados (34,6%), por conta de semimanufaturados de ferro/aço, ferro-fundido, alumínio em bruto, couros e peles, celulose e catodos de cobre), e manufaturados (19%), em razão dos crescimentos em óleos combustíveis, laminados planos, polímeros plásticos, veículos de carga, tratores, motores e geradores, máquinas para terraplanagem, açúcar refinado e autopeças.
Já as importações das duas primeiras semanas deste mês, que foram de US$ 6,780 bilhões (média diária de US$ 847,5 milhões), diminuíram 5,3% em relação a maio de 2011 e aumentaram 20% na comparação com o mesmo mês do ano passado. No comparativo com junho do ano passado, aumentaram os gastos, principalmente, com adubos e fertilizantes (265,1%), plásticos e obras (38,8%), químicos orgânicos/inorgânicos (36,4%), farmacêuticos (29,6%), borracha e obras (28,8%), equipamentos mecânicos (24,1%) e aparelhos eletroeletrônicos (21,5%). Em relação a maio último, houve retração, principalmente, em combustíveis e lubrificantes (-31,5%), instrumentos de ótica e precisão (-8,5%), cobre e suas obras (-8,2%), borracha e obras (-7,9%) e veículos automóveis e partes (-4,1%).

Resultado no ano
No acumulado do ano, com 111 dias úteis, o saldo comercial está superavitário em US$ 10,514 bilhões (média diária de US$ 94,7 milhões). O resultado é 57,9% maior que o verificado no mesmo período do ano passado, pelo critério da média diária.
As exportações do ano, até agora, chegam a US$ 103,353 bilhões (média diária de US$ 931,1 milhões), tendo aumentado 29,5% em relação ao mesmo período do ano passado – janeiro à segunda semana de junho. As importações – US$ 92,839 bilhões (média diária de US$ 836,4 milhões) também tiveram crescimento parecido, de 27%.

BALANÇA COMERCIAL BRASILEIRA - MÊS DE JUNHO - 1ª e 2ª semanas
 
• RESULTADOS GERAIS
   Nas duas primeiras semanas de junho de 2011, que totalizaram 8 dias úteis, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,959 bilhão, resultado de exportações no valor de US$ 8,739 bilhões e importações de US$ 6,780 bilhões. No ano, as exportações somam US$ 103,353 bilhões, as importações, US$ 92,839 bilhões, com saldo positivo de US$ 10,514 bilhões.

• ANÁLISE DO MÊS
   Nas exportações, comparadas as médias até a 2ª semana de junho/2011 (US$ 1,092 bilhão) com a de junho/2010 (US$ 814,0 milhões), houve aumento de 34,2%, em razão do crescimento das exportações das três categorias de produtos: básicos (+48,0%, de US$ 363,3 milhões para US$ 537,6 milhões, por conta, principalmente, de café em grão, petróleo em bruto, soja em grão, minério de ferro, farelo de soja, fumo em folhas e carne de frango e suína), semimanufaturados (+34,6%, de US$ 121,0 milhões para US$ 162,9 milhões, por conta de semimanufaturados de ferro/aço, ferro-fundido, alumínio em bruto, couros e peles, celulose e catodos de cobre) e manufaturados (+19,0%, de US$ 311,0 milhões para US$ 370,2 milhões, em razão dos crescimentos em óleos combustíveis, laminados planos, polímeros plásticos, veículos de carga, tratores, motores e geradores, máquinas para terraplanagem, açúcar refinado e autopeças). Relativamente a maio/2011, a média diária das exportações cresceu 3,5% (de US$ 1,055 bilhão para US$ 1,092 bilhão), devido ao aumento nas vendas de produtos semimanufaturados (+20,6%, de US$ 135,0 milhões para US$ 162,9 milhões) e manufaturados (+7,0%, de US$ 346,1 milhões para US$ 370,2 milhões), enquanto decresceram as exportações de básicos (-2,3%, de US$ 550,1 milhões para US$ 537,6 milhões).
   Nas importações, a média diária até a 2ª semana de junho/2011, de US$ 847,5 milhões, ficou 20,0% acima da média de junho/2010 (US$ 706,0 milhões) e 5,3% inferior a maio/2011 (US$ 894,6 milhões). No comparativo com junho/2010, aumentaram os gastos, principalmente, com adubos e fertilizantes (+265,1%), plásticos e obras (+38,8%), químicos orgânicos/inorgânicos (+36,4%), farmacêuticos (+29,6%), borracha e obras (+28,8%), equipamentos mecânicos (+24,1%) e aparelhos eletroeletrônicos (+21,5%). Em relação a maio/2011, houve retração, principalmente, nos seguintes produtos: combustíveis e lubrificantes (-31,5%), instrumentos de ótica e precisão (-8,5%), cobre e suas obras (-8,2%), borracha e obras (-7,9%) e veículos automóveis e partes (-4,1%).